Não chore meu pequeno, minha culpa se materializa nas suas lágrimas
No seu olhar por natureza triste que agora se desespera por conta do meu egoísmo
Há sim pessoas boas que vivem o que for sendo e estão preparadas para o mundo
Há quem nunca esteja e toda perda traz à tona essa inaptidão
O amor é valioso mas ao mesmo tempo perigoso
Você mente, eu sofro, você age com frieza, eu surto, você se isola e eu vou te buscar
Te busquei de forma errada e ainda tirei seu mundo e o coloquei em outro que ainda não estava construído
Agora você tenta se equilibrar para não cair em um buraco negro
Você ainda cheira em mim como uma fruta, suculenta, porém de textura frágil
Era você meu pequeno, meu orgulho
Meus olhos, agora taciturnos pois, sem o prazer de te observar e tocar tua linda existência
Era sua tristeza meu amor, era somente sua tristeza, e fazíamos disso felicidade
Eu tentei nadar, eu juro, eu tentei ser um habituado a ausência surpresa
Mas mesmo com tanto amor o medo ainda me guiava
Eu estava me afogando no seu mar, na sua volatilidade
Ah meu amor, ainda o tenho assim, sem nada mudar, por que fiquei louco
Você me odeia, entendo tudo
Não me odeie agora por que quero pensar que mesmo tendo tirado seu mundo no meu mais completo desequilíbrio, acredito piamente que seja capaz de construir um novo mundo onde poderá habitar e viver o que for sendo com aptidão
domingo, 15 de janeiro de 2012
sábado, 14 de janeiro de 2012
Pesadelo
Eu, por natureza triste
Eu, por natureza pensante
Eu, por natureza paranóico
Eu, por natureza, desejo alegria
Eu, por algo maior do que eu, machuquei pessoas tão boas
Eu preciso de algo que me situe
Olho o mundo, olho as coisas
Parece que só consigo ser isso
Ainda reside em mim o sonho, mesmo sofrido e desgastado, de recuperar ou mesmo ganhar a beleza
A beleza de encontrar o mundo e isso não ser torturante
Eu, por natureza pensante
Eu, por natureza paranóico
Eu, por natureza, desejo alegria
Eu, por algo maior do que eu, machuquei pessoas tão boas
Eu preciso de algo que me situe
Olho o mundo, olho as coisas
Parece que só consigo ser isso
Ainda reside em mim o sonho, mesmo sofrido e desgastado, de recuperar ou mesmo ganhar a beleza
A beleza de encontrar o mundo e isso não ser torturante
quarta-feira, 20 de julho de 2011
Fada

Sou triste por não te ter
Sou assim, sem esperanças
Por ter em mim uma lembrança
Do que não vai acontecer
Sou tão solitário entre todos
Pois ninguém é companhia
Se não você, quem me traria
Vida feliz, cheia de gozos?
Eu sou a vida acabada
Um menino sem um homem
E que talvez até ontem
Seguia reto a sua estrada
Tudo em mim é triste e distante
Vivo chorando no meu quarto
Meus pesadelos, que estou farto
Não me deixam um só instante
Sou o tudo e o nada
O que sou é o que sinto
Mas se perguntam, logo minto
Que sou feliz como uma fada.
Ciclo
Anticoncepcional
Não-conceber isso como verdade
Tomar constantemente o erro e o seu desastre
A atualidade dessa não-concepção
Recente como a consciência fervendo de um crime hediondo
Remorso requentado diariamente
O ciclo se inicia, números inteiros, reta numérica oscilante, medição imprecisa; em fim, tudo é atual
Não-conceber:receita nova, mudança de atenção
Matar a estética e somente observar
O neutro do amor remediado com alguma forma de não-conceber o sentimento instável e deixá-lo vagando no organismo sem, contudo, fecundar seu não-maniqueísmo torturante
O simples, o bobo, a infelicidade comum inconsciente!
Volto a cultuar, volto a cultuar.
Não-conceber isso como verdade
Tomar constantemente o erro e o seu desastre
A atualidade dessa não-concepção
Recente como a consciência fervendo de um crime hediondo
Remorso requentado diariamente
O ciclo se inicia, números inteiros, reta numérica oscilante, medição imprecisa; em fim, tudo é atual
Não-conceber:receita nova, mudança de atenção
Matar a estética e somente observar
O neutro do amor remediado com alguma forma de não-conceber o sentimento instável e deixá-lo vagando no organismo sem, contudo, fecundar seu não-maniqueísmo torturante
O simples, o bobo, a infelicidade comum inconsciente!
Volto a cultuar, volto a cultuar.
quinta-feira, 30 de junho de 2011
Sentindo Isso

Durante algum tempo nem percebi
Era louco
Estava morto
Olhei-me lentamente
Vi apatia, melancolia...
Chorei ontem
Senti tanto
O que fizeram comigo?
O que há em olhos amarelos?
Só procuro, nada mais
Tenho sentimentos, tenho raiva
Você nem me conhece e me abandona
Estou dolorido
Suas palavras sem motivos...
Por isso chorei? O que fiz?
Eu queria tão pouco
Realmente sou repugnante
Você tem um lindo bumbum
Estou sem nexo agora (sempre).
sábado, 24 de julho de 2010
Carta ao Presente Momento
Preciso escrever isso pra poder rir depois
Como sempre acontece nesses momentos
Momento este que abro meus sentimentos sem ter medo de quem irá ler
A tristeza nunca me foi tão presente, mas estou escrevendo, eu preciso
Meu acordo é perpetuar essa fase tão peculiar, como tudo que me é singular e eu anoto
Depois eu lembro do momento e vejo que era ridículo mas que merecia ser eternizado
Quero deixar isso bem aqui, nessas linhas digitadas, que por preguiça não escrevi em folhas de papel
Esqueça de mim momento, você está aqui sacramentado, precisa mais de que?
Juro te dá mais atenção ao te ler, mas por favor devolva toda a minha animação, não é sua, não vendi nada
Todos já sabem que não sou de pedra, mas eu precisava parecer ser
Eu fui no coração selvagem, e cá estou, com jeito de onça, brabo
Prometo não mais usar de vida nenhuma pra encontrar felicidade
Devo buscar isso tudo em mim primeiro e sei que não fez mais que o certo porém dói muito
Estou igual criança, ou sou uma?
Espero ser atendido Senhor
Atenciosamente
Ser Humano
domingo, 18 de julho de 2010
Poema da Carne Suja

Meu desejo
Meu desespero
A mercê de uma falsa identidade
Sofrendo por um sorriso sem vontade
Onde encontro tua forma verdadeira?
Na lixeira?
Incomoda-me tua infinita besteira
Ando a mercê de uma prisão de libido
Meu infinito desejo
Carnal
Anal
Tua infinita insaciação é o retrato desse desespero
Me deixa!
Me larga!
Essa tara ainda vai acabar
E eu vou procurar uma criatura verdadeira
Que não precise me chupar a noite inteira pra depois chorar
Vá até a lixeira, pegue sua identidade e lave-a, depois se lave!
Assinar:
Postagens (Atom)